Publicado em 19 de outubro de 2017
Foi-se o tempo em que criança gordinha era sinal de saúde. Nossas avós pensavam assim e a ciência provou que elas estavam erradas. Porém, aparentemente, não aprendemos a lição. De acordo com um estudo realizado pelo Imperial College de Londres e a Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado na revista médica britânica “The Lancet”, no mundo, são 124 milhões de pessoas entre cinco e 19 anos consideradas obesas. Esse número era da de 11 milhões há cerca de 40 anos.
Apesar da quantidade de crianças e adolescentes obesos no mundo ter se multiplicado por mais de dez, desde 1975, um outro número também chama a atenção: os gordinhos estão em menor número, se comparado com o das crianças abaixo do peso.
Estamos ficando cada vez mais gordos
O estudo traz vários alertas. Entre eles está o de que se as tendências observadas forem mantidas, a obesidade juvenil ultrapassará a insuficiência de peso até 2022.
Outro achado é a cruel constatação de que, nos últimos anos, a tendência parece ter se estabilizado em alguns países ricos. Porém, continua se acentuando nos países de rendas baixas e médias.
Em entrevista publicada no G1, o coordenador do estudo e professor do Imperial College de Londres, Majid Ezzati, ressaltou que a transição da alimentação insuficiente para o estado de obesidade normalmente ocorre devido à inserção de alimentos pobres em nutrientes e altos em calorias. O pesquisador afirma que há poucas políticas e programas que buscam tornar alimentos saudáveis mais acessíveis para as famílias pobres. Por isso, a necessidade de investimentos em segurança alimentar nos países e lares com rendas baixas.
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