Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde concluiu que os brasileiros estão ficando mais altos - um reflexo da queda da taxa de desnutrição, que, entre as crianças, caiu cerca de 80% entre 1974 e 2007. O estudo aponta que as mulheres ganharam 3,3 cm em 14 anos. Isso representa quase duas vezes mais que os homens. Elas passaram de aproximadamente 1,55 m (em 1989) para 1,58 m (em 2003). Os homens, por sua vez, no mesmo período, aumentaram 1,9 cm no tamanho, deixando para trás o 1,68 m (em 1989) e chegando a uma média de 1,70 m (em 2003).
O que poderia ser um dado a ser comemorado acabou trazendo preocupações. Apesar de estarmos comendo mais, não fazemos isso de maneira correta. Afinal, os resultados também mostraram que a obesidade tem se tornado uma questão cada vez mais preocupante.
Os quilos estão sobrando entre os meninos de 10 a 19 anos. Esse grupo apresentou o maior risco de obesidade, com um aumento de 82,2% do Índice de Massa Corpórea (IMC) em 29 anos. Já entre as meninas de 10 a 19 anos, o aumento do IMC foi de 70,3%.
Duas das principais causas apontadas para o aumento de risco de obesidade na população brasileira são o consumo de alimentos industrializados, com mais gordura e açúcar, e o sedentarismo.
Os dados contabilizados pelo Ministério da Saúde apontam também que 43,3% das pessoas com mais de 18 anos que vivem nas capitais estão com sobrepeso.
Durante a Campus Party conheci o Caio Fochetto, produtor de conteúdo para web da TV Cultura, e um dos responsáveis pelo Box de Séries. Ele estava entrevistando diversos podcasters para fazer uma matéria especial sobre a mídia podcast. O resultado desse trabalho você confere no vídeo abaixo:
Minha cirurgia foi perfeita. Todos os procedimentos médicos foram realizados corretamente. Na mesma tarde, já estava no quarto. Acordei por volta das 16 horas e o meu desconforto já era menor do que eu esperava: Apenas algumas dores nos seis furinhos pequenos que fizeram na minha barriga e que estavam cobertos com uma espécie de gaze. O que mais incomodava era o inchaço no corpo, pois faz parte dos procedimentos da cirurgia colocar gás para deixar os órgãos mais separados, o que auxilia os trabalhos.
Eu ficaria mais um dia no hospital e ganharia alta no sábado à noite. Durante esse tempo, tive uma rotina que se repetia praticamente de hora em hora: Recebia soro na veia junto com vários remédios, desde medicamentos para dor, gazes e Dramin para não vomitar (dose essa que me dava uma extrema habilidade de dormir o quanto e quando eu quisesse… era só fechar os olhos). De hora em hora eu também tinha que fazer minha “caminhadinha de fodido”, levando o soro pendurado pelo corredor do hospital. Ainda não comia nem bebia nada, toda a minha nutrição e hidratação eram feitas pelos soros na minha veia. Apenas no sábado que pude tomar água, o que já estava agoniado para fazer, e outras “águas sujas”, como água de coco.
No sábado à noite tive alta e fui pra casa. Só no domingo comecei a sentir o lado mais pesado da cirurgia. Sem trocadilhos.
Não estava mais com soro, então teria que me alimentar apenas por líquidos até completar cinco dias de operado. Isso seria feito em porções de 50 ml, de meia em meia hora. O mais parecido com comida de verdade era uma sopa que minha mãe fazia, que tinha que ser coada e não podia ter nenhum tempero forte. O resultado era uma aguazinha suja de comida com cheiro forte. A partir do terceiro dia, eu já estava com nojo. No quinto já não aguentava sentir nem o cheiro.
Esses cinco primeiros dias são realmente horríveis. Fiquei com mais desejos que mulher grávida. Ficar tantos dias sem comer nada sólido, pra quem está acostumado a sempre comer bem, é realmente algo muito diferente. Até dá um certo desespero, pois sua cabeça ainda não se acostumou com a ideia de que não irá mais comer como antes. Tudo que você olha dá a chamada “lombriga”, tudo que eu não imaginava comer me dava muita vontade. O cúmulo pra mim foi quando vi minha irmã comendo um pedaço de melão, fruta que nunca gostei na vida, mas que me deu muita vontade.
Acho que quem nunca passou por algo parecido não pode imaginar como é essa situação. Foi muito mais intenso do que eu imaginava. Só alguém que fique uns três dias sem comer pode ter ideia de como me senti. Até mudei meu conceito de fome: Com certeza a fome não está apenas ligada a estar de estômago cheio ou não, está ligada também ao seu costume alimentar e ao que o seu corpo se acostumou a processar por dia. Nesses primeiros três dias dá, sim, um certo desespero. Avisei a minha mãe que, quando a situação ficasse grave, falaria com ela pra gente conversar e se distrair. E não foram poucos esses momentos.
Não “furei” a minha dieta, pois sabia que um escorregão naquela situação poderia trazer consequências muito graves, pois meu estômago ainda estava se recuperando dos pontos e, se eles estourassem, eu poderia ter complicações fatais, correndo até o risco de ter que fazer cirurgias reparativas abertas.
Continua semana que vem.
Pablo Muniz, ou melhor, Iskilo666, é estudante de Economia, servidor público e podcaster por sadomasoquismo. Tem sonho de ser empresário e é fissurado em tudo ligado em tecnologia, midias digitais, games e cultura nerd em geral. É coadministrador do blog Baú Pirata e
participante do podcast Piratacast, onde discutem assuntos o mais variados possíveis.
Ao contrário de certos desocupados por aí, não vou aproveitar este calorinfernal para fazer piadinhas escrotas - por mais que essa vontade tenha passado pela minha cabeça - e sim pra discutir uma coisa que incomoda os gordos o ano todo, mas que piora no verão, o suor.
Suar é algo natural e tem lá suas funções fisiológicas, mas não dá pra negar que é muito nojento. Eu odeio calor, mas odeio ainda mais ficar suado. É por isso que tomo alguns banhos por dia e priorizo ir em locais com ar condicionado. Uma das coisas que sempre me desmotivou a fazer exercícios é exatamente o estado deplorável em que fico depois de praticar alguma atividade física, exceto natação, é claro.
Na época em que eu era um adolescente gordo e burro (hoje não sou mais adolescente) fiz várias aulas de educação física com algumas sacolas plásticas em volta da minha barriga por baixo da camisa, pois, segundo a sabedoria popular, “suar emagrece”. Na verdade, suar feito um porco força uma maior eliminação de água pelo organismo, mas emagrecer não significa perder água e sim eliminar gordura corporal.
Agora que sou um adulto responsável (ou não) e tenho uma melhor noção das coisas (ou não), evito sair em horários de sol forte e, quando não tenho essa opção, traço caminhos que me façam andar na sombra a maior parte do tempo.
Sempre tive o hábito de beber muita água, mas nesses dias virei praticamente um camêlo pra tentar me manter hidratado. Passei dos 2l por dia para algo entre 3,5l a 4l e ainda assim não consigo suportar a temperatura cada vez mais alta.
Com esse calor fica difícil se concentrar, trabalhar, estudar… inclusive está complicado até mesmo para concluir este texto! Então vou parar por aqui e aproveitar o meu último dia de férias para passar a tarde na piscina do prédio enquanto vocês sofrem aí no calor do escritório.
Sim, eu sei, vocês me odeiam. :-D
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Nessa semana eu dei uma entrevista falando sobre o Papo de Gordo e a minha cirurgia de redução do estômago, se quiserem conferir é só clicar aqui.
A obesidade é uma epidemia muito grave nos Estados Unidos, especialmente entre as crianças, tanto que o governo norte-americano gasta cerca de 150 milhões de dólares anualmente lutando contra esse problema (mais do que gasta em projetos ligados à luta contra o câncer).
Além disso, uma em cada três crianças nos EUA sofrem com problemas ligados ao peso. Isso fez com que o governo de Barack Obama resolvesse lançar uma nova campanha contra a obesidade infantil, tendo a primeira-dama, Michelle Obama, como principal porta-voz.
Para “dar o exemplo”, Michelle resolveu colocar as duas filhas (Malia, de 11 anos, e Sasha, de 8) numa rigorosa dieta. A sugestão foi dada pelo pediatra das meninas, que advertiu a primeira-dama que elas precisavam de uma alimentação mais saudável para evitar problemas de peso.
A nova alimentação das “primeiras-filhas” vai contar com leite magro, frutas e águas substituindo bebidas com açúcar. Elas também vão ter que maneirar no consumo de hambúrgueres, tão apreciados pelos americanos.
Quem disse que vida de filho de presidente é fácil? Ao menos, de filho do presidente dos Estados Unidos, claro…
Para quem ainda não sabe, esta semana tem sido uma correria absurda por conta do nascimento de meu segundo filho, Max. Por causa disso e da minha falta de organização, não tivemos a tirinha do MorsaMan na última segunda-feira. Como não gosto de faltar com compromissos assumidos (apesar de quase nunca cumpri-los com alguma folga no prazo), vou unir o útil ao agradável e passar para vocês a receita da sopa de carne com legumes que fiz ontem para Camila.
Nos primeiros dias do pós-operatório (foi feita uma cesariana) e nos primeiros meses de amamentação, é preciso tomar certos cuidados com a alimentação da mãe para evitar cólicas e desconforto no bebê e ajudar na redução do peso ganho durante a gestação uma vez que a prática de exercícios, por pelo menos uns 30 dias, segundo o bom-senso, não é recomendável.
Sendo assim, alimentos como brócolis, repolho, ovos cozidos, feijão e chocolate (pródigos em causar cólicas em bebês) cedem espaço para alimentos menos “complicados” como folhas, cenoura, batata, mandioquinha, tomate, massa, etc. Como à noite nunca é bom exagerar e eu queria preparar uma refeição que, além de ter aquele gostinho de “comida de mãe” ainda pudesse ser consumida em um horário mais avançado (em caso de fome inesperada), a sopa acabou ganhando o páreo.
O preparo à primeira vista pode parecer complicado, mas acredite, não é.
Ingredientes: 1 cebola pequena picada, 2 dentes de alho picados, 400 gramas de paleta bovina limpa e cortada em pequenos cubos, 1 cenoura grande, 2 mandioquinhas médias, 3 batatas médias, 1 xícara e meia de chá de macarrão tipo ave maria, 2 sachês de caldo de carne 0% de gordura, 1/2 xícara de chá de polpa de tomate, sal e pimenta à gosto, cebolinha verde fresca picada à gosto.
Preparo: Coloque água para aquecer em uma chaleira. Em uma panela de pressão grande, coloque um fio de azeite e espere aquecer. Refogue a cebola até ficar macia. Em seguida acrescente o alho e espere “subir o cheiro” da refoga. Acrescente a carne cortada em cubos e refogue muito bem. Acrescente um sachê de caldo de carne e misture bem. Deixe fritar por mais um pouco e acrescente um pouco de pimenta do reino ou molho de pimenta. Misture bem. Acrescente a cebolinha e refogue maisum pouco. Despeje a polpa de tomate e misture tudo muito bem. Cubra tudo com a água da chaleira (que a esta altura já deve ter fervido). Acrescente mais água (lembre-se de que é uma sopa e que ainda serão acrescidos à este cozido todos os legumes e o macarrão). Essa medida é meio no “olho”, mas um bom referencial é a sua mão: calcule pouco mais de um palmo de água dentro da panela. Se a água da chaleira não for suficiente (normalmente não é), ponha mais água. Acrescente o outro sachê de caldo de carne, misture bem e tampe a panela. Mantenha em fogo alto até levantar fervura e, após isso, baixe o fogo e deixe cozinhar por 1 hora ou até que a carne esteja se “desmanchando”.
Enquanto isso, em uma panela grande coloque um escorredor de metal (daqueles de macarrão) e ponha água até que o escorredor tenha em seu interior água suficiente para cozinhar os legumes. Leve ao fogo com tampa e espere levantar fervura. Acrescente um pouco de sal.
Nesse meio tempo, lave e descasque os legumes, começando pela cenoura. Corte em cubos pequenos e leve para cozinhar dentro do escorredor tampado até que fiquem al dente ou no ponto que você achar melhor (eu gosto de legumes al dente na sopa, mas têm pessoas que preferem eles mais macios, então, sinta-se à vontade para achar o seu ponto). Enquanto a cenoura cozinha, descasque a mandioquinha e corte em cubinhos. Assim que a cenoura estiver cozida, retire o escorredor da panela com água e reserve a cenoura cozida. Retorne o escorredor para dentro da panela com água fervente e coloque nele a mandioquinha. Enquanto esta cozinha, descasque e lave as batatas e em seguida corte-as em cubos. Assim que a mandioquinha estiver cozida, retire-a da água e reserve junto com a cenoura. Volte o escorredor para a panela com pagua fervente e coloque a batata para cozinhar. Assim que estiver no ponto, retire-a da mesma forma que das outras vezes e retorne o escorredor para a panela e, dessa vez, coloque o macarrão para cozinhar. Assim que estiver no ponto, retire-o da água, junte aos legumes e reserve a água do cozimento.
Passada uma hora do cozimento da carne, desligue o fogo e espere a pressão sair. Abra a panela e veja se a carne está bem cozida (desmanchando é o ponto ideal). Se não estiver, retorne à pressão por mais alguns minutos. Se estiver, acrescente os legumes e o macarrão e misture bem. Se a sopa estiver com pouco caldo, acrescente a água do cozimento dos legumes e da massa até atingir a consistência desejada. Acerte o sal.
Sirva com um pouco de parmesão ralado, um fio de azeite e, se for do seu agrado, algumas torradas.
Pesquisadores europeus descobriram que cerca de 1% dos casos de obesidade no mundo podem ser explicados pela falta de um pequeno fragmento do cromossomo 16.
O estudo, publicado pela revista científica Nature, indica que a ausência desse fragmento multiplica por 50 o risco de obesidade grave. Além disso, ainda há cerca de 30 genes que podem contribuir para o aumento de peso em maior ou menor grau.
Logicamente a má alimentação e a falta de exercícios são os principais responsáveis pela obesidade, mas muitas pessoas desenvolvem obesidade por motivos genéticos, independente de outras razões.
A anomalia que causa a perda de uma pequena parte do cromossomo é chamada “microdeletion” e está associada a problemas de aprendizagem e a sinais de autismo. Com esse tipo de pesquisa, além da tendência a desenvolver obesidade, também poderá ser possível detectar ainda na infância riscos de doenças como diabetes e hipertensão.
É bem provável que você já conheça o Wii Fit, um jogo desenvolvido para o videogame Nintendo Wii, cujo objetivo básico é fazer exercícios físicos (para isso, conta com vários acessórios, incluindo uma balança com sensores de pressão).
Muita gente pelo mundo resolveu trocar a academia pelo joguinho, mas ninguém conseguiu obter o resultado incrível que a inglesa Lara Roberts, de 38 anos, atribui ao aparelho: ela garante que perdeu 50 quilos graças aos exercícios praticados com o Wii Fit.
Antes de começar a “jogar”, ela tinha 118 quilos e tinha vergonha de ir à academia (e até de fazer sexo com o marido). Depois de um ano praticando os exercícios indicados pelo Wii Fit, ela conseguiu chegar aos 67 quilos.
Logicamente, ela não diz que o jogo, sozinho, foi responsável pela perda de peso. Ela também controlou sua alimentação, o que ajudou bastante (antes, ela ingeria cerca de 4 mil calorias por dia). Ainda assim, ela faz questão de afirmar que, em suas próprias palavras, o Wii Fit “salvou sua vida”.
Os eventos de moda desta temporada, tanto no Fashion Rio, quanto no São Paulo Fashion Week deixaram como saldo, além das maravilhosas criações dos estilistas brasileiros, uma triste constatação: as modelos estão mais magras do que nunca. Quem acompanhou (ao vivo ou através das coberturas da mídia) percebeu isso.
De acordo com matéria publicada pelo Estadão, em comunicado oficial, a direção da semana da moda da capital paulista expressou sua “preocupação” pelas modelos “muito magras”. Porém, o que se pôde notar é que os esforços que os organizadores das semanas de moda brasileiras vêm fazendo para estabelecer “novos padrões de participação nas passarelas” não têm sido muito eficazes para ajudar na prevenção de problemas de saúde entre modelos. Os grandes culpados seriam os mercados da Europa e Estados Unidos, onde residem a maioria das modelos brasileiras e estrangeiras que desfilam em nossas passarelas.
Fashionista assumida, amo, consumo e admiro todo o universo da moda. Mas, apesar do deleite estético que tenho ao acompanhar os desfiles na passarela, não consigo me abster do susto que levo ao ver as modelos a cada coleção. Fico pensando na loucura que devem viver a ponto de reconhecerem beleza ao se verem no espelho, nas fotos, umas nas outras. Quanto mais emagrecem mais “lindas” se tornam?
Em alguns dos textos que li, estilistas disseram terem encontrado dificuldades na hora de montar o “casting” de suas grifes. A final de contas fica contraditório vender a imagem de uma mulher saudável tendo como modelos meninas que mais parecem fugidas de um campo de concentração.
Algumas marcas chegaram até a, por exemplo, em vez de escolher uma roupa para disfarçar um quadril mais largo, procurar um modelito que encobrissem os ossos que teimavam em apontar sob vestidos de seda mais fluido. Isso sem contar naquelas que, antes de iniciar seus desfiles, precisaram fazer ajustes de última hora para que as criações dos estilistas não ficassem caindo nas meninas.
Durante a São Paulo Fashion Week, houve até quem calculasse o IMC - Índice de Massa Corporal - das modelos. O resultado comprovou o que os olhos já suspeitavam: igual ao de crianças de 9 anos. Vale lembrar que, para a Organização Mundial da Saúde isso se chama “magreza severa”.